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Desparasitação em animais domésticos

Desparasitar o animal de estimação é uma necessidade imperiosa. Não só por questões de saúde do animal, como do próprio dono e de todo o seu meio envolvente, dado que há o perigo de transmissão ao Homem. O médico veterinário tem consciência da importância desta questão, sendo que o “elo mais fraco” reside no proprietário, pois há vários factores que levam ao esquecimento de desparasitar o animal. A resolução pode passar por campanhas de prevenção de âmbito nacional ou mesmo soluções terapêuticas mais fáceis de administrar.

As patologias dos animais de estimação afectam sempre os seus donos. De uma perspectiva emocional há sempre uma angústia associada, pois aqueles que são considerados os “companheiros” estão a sofrer. Contudo, as doenças dos animais podem atingir, literalmente, os proprietários e aí estamos perante casos de zoonose. Os parasitas são um exemplo bem vincado de situações que podem terminar na contaminação do Homem.

 

Deste modo, relativamente ao parasitismo intestinal, «o grau de infestação é diverso, condicionando assim o tipo e a severidade dos sinais que possam evidenciar». No rol de sintomas mais comuns, segundo os médicos veterinários, estão «a presença de vómito, diarreias, perda de peso, anemia, pêlo quebradiço, diminuição do sistema imunitário, entre outros».

No respeitante aos ectoparasitas, quando é caso de presença de pulgas «podemos observar irritação, prurido local e dermatite alérgica à sua picada. Como as pulgas são hematófagas podem originar quadros de anemia, principalmente em animais jovens». A também docente da disciplina de Clínica de Animais de Companhia, na Escola Universitária Vasco da Gama, salienta que «as pulgas são o hospedeiro intermediário da ténia mais comum em cães e gatos (Dypilidium Caninum) e que podem, igualmente, transmitir anemia infecciosa felina».

As carraças são outro tipo de parasita externo muito frequente, sendo que através da sua picada «podem transmitir agentes protozoários responsáveis por babesiose e erlichiose». A sua distribuição no país não é uniforme, havendo zonas de grande prevalência e áreas em que não existe. Este parasita instala-se na circulação sanguínea, nomeadamente nas artérias pulmonares levando a casos gravíssimos de insuficiência respiratória e cardíaca».

Porém, «actualmente, acredita-se que muitos dos animais manifestam infecções subclínicas, ou seja, sem apresentação de sinais, mas contaminando o meio ambiente, pondo em risco outros animais e o Homem». Alerta ainda que «a giardia é um parasita que está a tornar-se emergente, tanto no cão e gato, como no Homem». Na verdade, presentemente é «o parasita gastrointestinal mais frequente nos humanos, mesmo nos países desenvolvidos, provocando sinais gastrointestinais e muitas vezes causa diarreia crónica». No campo das zoonoses, refere ainda a prevalência de «infecções de larva migrante visceral, larva migrante cutânea e hidatidose».

Num cenário destes, a desparasitação «é uma boa prática médico-veterinária fundamental para garantir um bom estado geral do animal de companhia», não apenas por permitir que o animal se encontre no melhor estado sanitário possível aquando da realização de actos médicos, como por exemplo a vacinação (permitindo a melhor resposta do sistema imunitário), como também pelo carácter zoonótico que muitos destes parasitas possuem, podendo pôr em causa a saúde dos seus donos». Mas não se pode esquecer que, «naturalmente existem outros factores que influenciam o estado geral do animal, nomeadamente a alimentação e demais cuidados de higiene».

Os animais de companhia deverão, então, «ter uma assistência médica ideal, nomeadamente um bom planeamento de desparasitação, para que não contaminem os agregados familiares em que estão inseridos ou outros animais, ou seja, para evitar zooantroponoses e zoonoses». Neste sentido, «é de fundamental importância que sensibilizemos os nossos clientes de que deverão cumprir consciente e escrupulosamente os planos de desparasitação que lhe são aconselhados».

Prevenção é a estratégia!

Medicamentos mais fáceis de administrar

Defendemos «a necessidade de conseguir educar os donos dos animais a efectuar quatro desparasitações anuais, ao invés das duas que geralmente efectuam». Todavia, este ponto «não se deve ao desconhecimento dos médicos veterinários, nem à falta de transmissão de informação por estes aos donos, mas sim à dificuldade dos proprietários em se lembrarem ou conseguirem desparasitar os seus animais». Na sua perspectiva, uma acção correctiva passaria por «uma campanha nacional de esclarecimento aos donos dos animais».

Outra das necessidades que aponta está relacionada com a Indústria farmacêutica veterinária, na sua óptica, é preciso «desenvolver medicamentos que sejam mais fáceis de administração, pois uma das queixas mais frequentes dos donos é a dificuldade em administrar comprimidos aos cães e gatos». Na verdade, argumenta que, «resolvendo-se esta questão, reduzir-se-á, pelo menos em parte, as dificuldades em desparasitar associadas ao proprietário, pois a desparasitação passaria a ser um acto mais fácil e regular».

Fonte: Revista Veterinaria Atual 2019

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